O café da acompanhante

Fila de acompanhantes no refeitório do hospital

Hoje passou uma servidora do hospital do setor de nutriçao, dando tíckets para as acompanhantes ir tomar café no refetório. Na pandemia apenas deixam ter acompanhantes para os internados menores de idade e para os idosos. Com algumas excepções para doentes muito graves. 

A maioria das acompsnhantes são mulheres: Mães, esposas, noras, filhas... Nas horas de almoço e de janta fazem fila um.monte delas e alguns homens na frente do refeitório.

No nosso quarto uma delas, esgotada, estava deitada num colchao no chao durmindo. Teve que ser acordada e levantar em pé para pegar o tíket do café. 

A outra acompanhante no estava no quarto. Estava na regulaçao, onde distribui a agenda dos chamados procedimentos: Cirurgias e outros. O irmão de V. precisa de uma tomografia. O médico já pediu duas vezes. Fizeram um ultrassom. Mas não deu conta para ver uma massa que foi detetada. Precisa uma tomografia e faz oito dias que aguarda.

A distribuidora do café não quis deixar para ela o tícket. "Só pessoalmente, venha lá depois na nutrição". 

Quando a acompanhante de V. chegou contamos para ela. "Eu queria muito um café pretinho" diz. Lhe acompanho procurando a nutrição. Lá uma mulher do fundo duma sala nos diz que os tíckets estão sendo distribuídos pela companheira que ainda não voltou.

Procuramos ela pelos corredores. Nada. Muita burocracia para tomar um café. 

Contamos para as mulheres vizinhas do corredor. A acompanhante de V. ficou sem café. Ganhou duns uma maçà. De outro um pão que não tinham comido.   E as vizinhas do refeitório trazem um copo de café solidariamente. 

A solidariedade e a união contra a burocracia. Ou como dizem alguns: "Aqui tem muita democracia".

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